ENTREVISTA: O balanço de Arejay Hale sobre os 20 anos de estrada do Halestorm

 


Dizem que a primeira impressão é a que fica, mas o Halestorm provou que um novo porta-voz pode mudar tudo. Após uma experiência árdua com o baixista Josh Smith em 2022, reencontrei a banda na figura de Arejay Hale — que só não entregou mais aspas por conta do cronômetro. Em 20 minutos que pareceram cinco, o baterista e “irmão da Lzzy” destilou empolgação sobre a volta ao Brasil e a estreia no Monsters of Rock. Ele chega a ser modesto demais, sugerindo que o grupo talvez não pertença a um panteão tão clássico, mas o público brasileiro certamente discorda.

Boa leitura!


Por Marcelo Vieira


Faz dez anos desde a última vez que o Halestorm tocou no Brasil. O que passa pela sua cabeça ao voltar depois de uma década?

Penso no público que sinto falta. Não existe nada como uma plateia brasileira. Desculpe, mas vou deixar isso registrado na minha lápide: não há público melhor do que o brasileiro. Você sente a energia, o carinho, a paixão — e também a gratidão deles por estarmos ali tocando. Mas, ao mesmo tempo, eu é que me sinto imensamente grato por poder voltar e visitá-los.

Se dependesse de mim, eu iria ao Brasil uma vez por mês. Mas não sou eu quem agenda os shows. Então peço desculpas por esses dez anos — não foi culpa minha. Espero que agora possamos voltar com mais frequência. A pandemia certamente não ajudou; a Covid atrasou muita coisa. Mas torço para que esta nova visita permita que retornemos mais vezes, porque é um lugar ao qual quero voltar sempre. Eu adoro estar aí. E também adoro o fato de não precisar lidar com fuso horário. Quando vamos para a Europa, é aquela confusão para dormir e se adaptar. No Brasil isso não acontece — então, por mim, poderíamos fazer América do Sul o tempo todo. Há muitas vantagens nisso. E a comida também… eu adoro a comida brasileira.


A nona edição do Monsters of Rock reúne diferentes gerações de fãs. O que significa para o Halestorm participar de um evento com esse tipo de legado?

É incrível. Primeiro, fico lisonjeado que considerem a gente digno de dividir o palco com bandas tão estabelecidas e pioneiras. Mas também gosto muito do fato de que, na América do Sul — e também na Europa — o público costuma reunir várias gerações. Não são apenas os fãs que cresceram com aquela música, mas também uma nova geração que aprecia as bandas daquela época.

Tenho visto isso cada vez mais também nos Estados Unidos. Acho que estamos começando a alcançar esse mesmo fenômeno. Tenho amigos bem mais jovens do que eu que adoram bandas como Guns N’ Roses, Extreme e Lynyrd Skynyrd. Um dos meus melhores amigos tem uns 25 anos — ele é ator e faz aula com a minha esposa — e somos muito próximos porque ele também ama artistas como Billy Idol, KISS e Metallica. Isso é fantástico.

Acho que essa mentalidade está crescendo nos EUA, mas fora do país já existe há muito tempo. A faixa etária entre 15 e 25 anos continua indo a esses shows e celebrando essas bandas. Então vai ser incrível. Além disso, o público de um festival desse porte é extremamente energético. Vai ser muito divertido sentir toda essa paixão da plateia.


O line-up também inclui bandas mais novas, como Dirty Honey e Jayler. Você vê o Halestorm mais como parte da “nova geração” ainda se afirmando ou como uma banda que já começa a passar o bastão?

É difícil dizer. Acho que estamos em uma posição intermediária interessante. Já estamos na estrada há bastante tempo — estamos no sexto álbum —, mas nossa trajetória sempre foi muito gradual. Não fomos aquela banda que explodiu da noite para o dia com um grande single e sustentou a carreira apenas com isso.

Sempre pensamos: qual é o próximo desafio? Qual é o próximo obstáculo? Como fazer a banda continuar crescendo? Sou muito grato por termos seguido esse caminho, porque ele nos permitiu evoluir constantemente e manter uma trajetória ascendente.

Ao mesmo tempo, cada vez mais aparecem bandas novas dizendo que cresceram ouvindo o Halestorm — que nossa música os ajudou durante o ensino médio. Nessas horas penso: “Meu Deus, estou ficando velho.” (risos). Mas também é inspirador, porque essas bandas novas trazem um frescor que me motiva a continuar evoluindo.

Adoro o que muitas bandas estão fazendo hoje no rock, no metal, no punk e no hardcore. Gosto muito do Sleep Token, do I Prevail, do Bad Omens. Bandas como Turnstile estão abrindo novas portas para a cena hardcore. Tudo isso é positivo e ajuda todo mundo.

Até mesmo uma banda como Ghost, que mistura metal tradicional com uma abordagem moderna, mostra como é possível unir tradição e novidade. Acho que o Halestorm também busca esse equilíbrio: beber das influências com as quais fomos criados — as bandas que nossos pais ouviam e que atravessam gerações —, mas sempre tentando trazer algo novo, fresco e diferente para o gênero.


Há alguma surpresa preparada especialmente para o Brasil?

Ah, sim. Com certeza. Algumas novidades… mas vocês vão ter que ir ao show para descobrir!


Existe alguma música que costuma ganhar uma reação especial do público brasileiro?

Tenho duas lembranças incríveis ligadas a músicas específicas. A primeira vez que tocamos em São Paulo foi em um clube minúsculo  — acho que cabiam umas 300 ou 400 pessoas [N.R.: Carioca Club, em São Paulo]. Mas estava absolutamente lotado. Foi uma experiência incrível. Era nossa primeira vez no país e não sabíamos se alguém apareceria… e, de repente, o lugar estava cheio.

E o mais impressionante é que o público preparou uma surpresa para nós. Não sei como eles conseguiram organizar aquilo, mas de alguma forma contrabandearam balões para dentro do show. Quando começamos a tocar “Here’s to Us”, todo mundo, ao mesmo tempo, soltou os balões no ar. Ficamos no palco olhando uns para os outros sem entender o que estava acontecendo.

Depois, quando fomos tocar “I Miss the Misery”, que começa com aquele “oh, oh”, a plateia inteira levantou cartazes com “OH” escritos — como se estivessem representando foneticamente o som da introdução. E nós ali no palco pensando: “O que está acontecendo?”

São memórias incríveis que sempre vou guardar dos shows no Brasil. Foi algo surreal e maravilhoso.



Quando conversei com Josh na época de “Back from the Dead”, em 2022, a pandemia dominou grande parte da conversa. Como você compararia o núcleo emocional de “Everest” (2025) com aquele álbum?

É uma ótima pergunta. “Back from the Dead” foi um desafio enorme porque estávamos tentando fazer um disco no meio da pandemia. Precisávamos manter distanciamento social, passávamos o dia inteiro de máscara no estúdio e fazíamos testes regularmente. Felizmente todos estavam testando negativo, então conseguimos pelo menos ficar no mesmo espaço enquanto escrevíamos — ainda que mantendo certa distância. Por sorte, nosso produtor, Nick Raskulinecz, que além de tudo é um grande amigo nosso, tem um estúdio enorme onde conseguimos nos espalhar. 

Já em “Everest” a situação foi diferente. Acho que ter passado por aquela experiência nos obrigou a aprender a compor juntos mesmo estando fisicamente separados. Então, quando finalmente entramos em estúdio para gravar, estávamos extremamente gratos por poder trabalhar novamente na mesma sala, próximos uns dos outros, criando música.

Também sentimos confiança para assumir a tarefa de escrever um álbum com o mínimo possível de influência externa — praticamente sem coautores. Basicamente éramos nós quatro e o produtor. E, felizmente, Dave Cobb é brilhante: um compositor incrível. Colaborar com ele foi fantástico, tanto no aspecto da composição quanto no trabalho de bateria. Ele tem uma mente muito aberta e ficou realmente empolgado com tudo o que levamos para o estúdio.

Nesse disco, sentimos que tínhamos liberdade e segurança para sermos mais honestos, para escrever sobre coisas mais pessoais, em vez de tentar corresponder a uma espécie de caricatura do que esperam de nós. Foi uma abordagem diferente, mas estou muito feliz com o resultado. Dave também estava disposto a mexer nas estruturas tradicionais das músicas, experimentar novas ideias, mudanças de andamento, viradas inesperadas — essas abordagens um pouco mais inusitadas na composição.

Tudo acabou acontecendo meio que por acaso, mas acho que o resultado dialoga muito bem com o momento atual do rock e do metal. Hoje em dia, aquele “radio rock” mais padronizado, com fórmulas previsíveis, acaba soando meio sem graça. O público que gosta de música mais pesada quer ouvir instrumentação interessante, nuances diferentes, estruturas menos óbvias. Isso mantém o ouvinte atento. E acho que é justamente isso que torna as músicas divertidas: elas te deixam curioso, sem saber exatamente o que vem a seguir.


Vocês chegaram a morar juntos durante o processo de gravação, certo?

Sim, e foi ótimo. Alguns dos meus companheiros de banda já comentaram que parecia que tínhamos voltado aos primeiros dias do Halestorm, quando ensaiávamos todos juntos no porão da casa dos meus pais. Compramos um gravador de quatro canais e simplesmente tentávamos escrever músicas.

A diferença é que, naquela época, ainda não éramos bons compositores (risos). Tivemos que entrar nessa carreira de cabeça, sair em turnê, gravar discos e contar bastante com coautores que nos ajudaram a aprender a compor melhor.

Mas esse processo para “Everest” nos fez lembrar daqueles dias divertidos, quando não parecia um trabalho com horário para bater ponto — “ok, seja criativo agora, escreva uma música, empacote, coloque um laço e pronto: verso, refrão, verso, refrão, ponte, final”. Não foi assim.

Foi mais como voltar ao parquinho: vamos experimentar ideias, brincar com sons, mexer nas estruturas, tentar sacudir um pouco as coisas. Queríamos fazer um disco de uma maneira diferente do que vínhamos fazendo e também sair de certos hábitos que acabamos desenvolvendo ao longo dos anos — aquela mentalidade de “vamos escrever um hit”, ou “uma música de rádio”, chame como quiser.

A diferença é que agora temos mais de vinte anos de experiência. Então nos sentimos mais confiantes. Foi um desafio muito divertido — e acho que somos exatamente esse tipo de banda: gostamos de nos desafiar dessa maneira.


Você sente falta dos primeiros tempos, antes da pressão da indústria?

Houve um momento na nossa trajetória em que sentimos essa pressão, sim. Especialmente no segundo álbum, porque não queríamos cair naquele temido “fracasso do segundo disco”. É uma história antiga da indústria: uma banda explode com o primeiro álbum, vira a novidade do momento, todo mundo aposta nela — e, se o segundo disco não corresponde às expectativas, passa a ser visto como um fracasso e a banda acaba desaparecendo.

Sentimos bastante pressão para que “The Strange Case Of…” (2012) fosse o mais sólido possível. Mas, ao mesmo tempo, eu adoro o processo de composição. Adoro escrever com outras pessoas. Você aprende muito. Gosto de entrar na cabeça de outros compositores, observar como as ideias surgem em tempo real, como nascem as letras, as melodias.

Isso também ajudou a aumentar nossa confiança. Em muitas sessões de composição ao longo dos anos, trazíamos uma ideia e o compositor mais experiente na sala dizia: “Adorei isso, anota aí”. E de repente estávamos no meio de uma sequência de boas ideias.

Depois de tantos anos vivendo esse processo, quando chegamos à fase de compor “Everest”, pensamos: “Acho que agora damos conta disso sozinhos”.

Hoje me sinto muito grato porque já construímos um catálogo consistente de músicas que funcionam bem nas plataformas de streaming, que o público gosta e que as pessoas querem ouvir ao vivo. Isso traz uma sensação muito maior de tranquilidade.

A pressão para escrever uma música que agrade a todo mundo pode ser extremamente prejudicial ao processo criativo. É como colocar a carroça na frente dos bois. Por isso foi importante simplesmente ignorar esse tipo de preocupação e focar na criação. Deixar a música nos levar para onde ela quisesse ir e perseguir aquilo que nos empolgava.

Esse sempre foi o nosso lema como banda. É muito mais saudável prestar atenção naquilo que nos entusiasma quando ouvimos algo que acabamos de criar — em vez de pensar: “Isso vai tocar no rádio? Vai ter bons números no streaming? Vai viralizar no TikTok?”. Não dá para compor pensando nisso. Isso só atrapalha.


Sete músicas no topo das paradas, mais de um bilhão de streams e um Grammy [N.R.: o Halestorm venceu o Grammy de Best Hard Rock/Metal Performance em 2013 pela música “Love Bites (So Do I)”, de “The Strange Case Of…”]. Quando você olha para trás e lembra que tudo começou como um sonho de infância entre irmãos, ainda parece surreal?

Sim, porque, sinceramente, não nos sentimos diferentes. Ainda nos sentimos aquela mesma banda da Pensilvânia tentando fazer isso dar certo.

A motivação e a fome continuam exatamente as mesmas. E acho que talvez esse seja o segredo para uma carreira duradoura: você precisa realmente amar o que faz. Para muitas bandas — e para nós também — o sucesso não acontece da noite para o dia. Você não escreve um grande hit e, de repente, sua vida muda para sempre. Isso até acontece às vezes, mas é raro.

Nós nunca perdemos essa mentalidade. Sempre encaramos a criação musical com a ideia de que precisamos sacudir as coisas, nos desafiar, experimentar. Porque, se não fizermos isso, acabamos ficando entediados com o próprio trabalho.

Queremos manter tudo sempre fresco e estimulante para nós. E acho que, quando isso acontece, a música também continua interessante para quem está ouvindo.



Lzzy Hale é, sem dúvida, uma força central no Halestorm. Você já ouviu críticas dirigidas a ela que despertaram seus instintos de “irmão protetor”?

Sim, com certeza. Eu faria qualquer coisa pela minha família. Sou uma pessoa extremamente ligada à família — meus pais, a mãe da minha esposa, a esposa do meu pai, todos os meus parentes. Cheguei a um ponto da vida em que família é a prioridade número um.

Então, sim, se alguém fala mal dela, meu instinto é reagir imediatamente (risos). Sou esse tipo de pessoa quando se trata de proteger quem amo. Mas, sendo sincero, a essa altura é difícil levar certas críticas a sério. A Lzzy construiu uma trajetória impressionante. Ela se tornou uma verdadeira referência no rock e uma inspiração enorme para muitas mulheres.

Tenho muito orgulho dela. Embora eu seja o irmão mais novo, muitas vezes me sinto como um irmão mais velho orgulhoso quando vejo tudo o que ela conquistou. E é incrível testemunhar de perto o impacto que ela tem na vida de tantas garotas e mulheres como uma influência positiva.


O que existe na Lzzy como artista que o público não consegue enxergar totalmente de fora?

Que ela é, na verdade, muito caseira — e também uma baita nerd (risos). Eu sou exatamente igual. Odeio sair de casa.

Quando éramos crianças, éramos muito próximos. Não tínhamos muitos amigos nem muitos vizinhos. Tínhamos colegas na escola, claro, mas acabamos meio que no grupo dos “esquisitos”. Não éramos populares — éramos aquelas crianças um pouco estranhas. Então acabamos ficando muito próximos um do outro.

Quando começamos a fazer música, ficamos ainda mais unidos. Claro que existe aquela fase da adolescência e do começo dos vinte anos em que você pensa: “família? Eca!”. Mas, com o tempo, voltamos a esse vínculo.

Hoje, quando estamos juntos, não existe estrelato do rock. Não existe Halestorm. Somos apenas os mesmos irmãos de sempre. A gente ri, faz piada um com o outro, conversa sobre coisas da família — “você ouviu o que aconteceu com o pai?”, “a mãe me contou tal coisa e eu não parei de rir”… coisas assim.

Eu adoro passar tempo com minha esposa e com meu cachorro, Oreo. E adoro poder trabalhar com minha irmã e ter a chance de conviver tanto com ela. Acho que, no fundo, nós dois nos sentimos muito sortudos por estarmos exatamente onde estamos hoje.


Depois de tudo o que vocês conquistaram, o que ainda assusta ou desafia você como músico?

Acho que existe um medo saudável que todos nós, como banda, compartilhamos: o medo de nos tornarmos irrelevantes. Talvez seja justamente isso que nos mantém motivados, sempre tentando evoluir e nos desafiar.

O que realmente nos assusta é ficar confortáveis demais. Não somos o tipo de banda que quer simplesmente descansar sobre as próprias conquistas e dizer: “Temos vários hits, ganhamos um Grammy, olha nossos números de streaming, olha a venda de ingressos… vamos apenas repetir a fórmula”. Isso definitivamente não faz parte da nossa mentalidade.

Estamos sempre tentando nos pressionar a continuar evoluindo — tanto como compositores quanto como banda ao vivo. Existe até um detalhe curioso sobre o Halestorm: nós não usamos backing tracks nos shows.

Não sou contra backing tracks. Tenho outro projeto chamado Chemical Fire, em que usamos playback e acho totalmente válido se essa for a forma de alguém expressar sua arte. Mas, para nós, simplesmente não funciona — em parte porque somos meio analfabetos tecnológicos (risos).

Então dependemos basicamente de nós quatro plugarmos os instrumentos e tocarmos. Quando você vai a um show do Halestorm, vê quatro pessoas no palco fazendo música, e só.

Isso traz uma pressão extra, porque competimos com bandas que podem simplesmente apertar “play” e ter um som gigantesco saindo do sistema de PA. Para nós, tudo precisa estar extremamente bem executado: os riffs precisam estar afiados, Lzzy e Joe precisam estar muito sincronizados nas guitarras, e eu tenho que manter o tempo firme — até porque também não tocamos com click track.

Tudo isso torna o desafio maior, mas também deixa a música mais orgânica. As canções respiram mais e podem reagir em tempo real à energia do momento, ao entusiasmo que sentimos no palco.


Se tivesse que resumir a atual fase do Halestorm em uma única palavra, qual seria?

Se eu tivesse que resumir toda a minha carreira como músico em uma palavra, seria: aeroportos. Eu vejo aeroportos demais (risos).

Essa é a bênção e a maldição de ter um público internacional e de ser uma banda que toca no mundo inteiro. Então já deixo um aviso para qualquer banda que esteja começando: prepare-se para ver muitos aeroportos e pegar muitos voos. E trate de acumular milhas.

Às vezes brinco quando me perguntam por que quis ser músico. Digo: “Foi meu amor por aeroportos”. Eu adoro aeroportos — conheço todos (risos). Alguém menciona um aeroporto e eu respondo: “Ah, lá tem um lugar ótimo de pretzels perto do portão C”. E aí penso: “Meu Deus, como eu sei essas coisas?”.

Mas, se tivesse que resumir especificamente o último ano do Halestorm, a palavra seria gratidão.

Nosso público está conosco há muito tempo. Nos meet and greets encontramos fãs que nos acompanham há mais de vinte anos e continuam vindo aos shows. Ao mesmo tempo, vemos gente nova dizendo: “Acabei de descobrir a banda. Nem sabia que uma banda podia soar assim”.

Pessoalmente, nem acho que fazemos algo tão diferente — na verdade, estamos apenas fazendo o tipo de coisa que muitas bandas faziam antigamente e que hoje quase ninguém faz mais.

Além disso, nossa última turnê como atração principal pelos Estados Unidos e Canadá foi a primeira grande excursão em que tocamos basicamente apenas em anfiteatros e arenas. E isso me deixou extremamente grato.

Todos os dias eu acordava, entrava em uma arena e pensava: “Meu Deus… precisamos encher esse lugar”. E todas as noites foram shows incríveis.

Cheguei a um ponto em que precisei parar por um instante, olhar ao redor e simplesmente absorver o momento — deixar de pensar no trabalho, na lista de tarefas ou nos aeroportos e lembrar o quanto sou grato por termos chegado até aqui.



SERVIÇO – MONSTERS OF ROCK 2026

Data: 4 de Abril de 2026

Local: Allianz Parque – Avenida Francisco Matarazzo, 1705 – Água Branca – São Paulo (SP)

Abertura de Portão: 10h

Início dos Shows: 11h30

Atrações Confirmadas: Guns N’ Roses, Lynyrd Skynyrd, Extreme, Halestorm, Yngwie Malmsteen, Dirty Honey e Jayler.

Ingressos: Eventim

Classificação Etária: 14 anos desacompanhados. Menores de 14 anos poderão comparecer ao evento desde que acompanhados dos pais e/ou responsáveis legais. Informação sujeita à alteração, conforme decisão judicial.


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